35º CIOSP terá aula sobre bichectomia

A bichectomia, procedimento em alta nas clínicas de cirurgia plástica por remover as bolas de Bichat – estrutura de gordura no interior da bochecha que contribui para uma aparência de rosto arredondado e infantil – está se tornando cada vez mais comum também nos consultórios odontológicos. De acordo com o cirurgião-dentista Levy Nunes, o procedimento com função estética-funcional está dentro das atribuições e competências dos profissionais de Odontologia e de acordo com as normas do CFO (Conselho Federal de Odontologia).

“As bolsas ou bolas de Bichat, quando removidas cirurgicamente, fazem com que o rosto afine. Apesar de muita gente estar recorrendo a esse procedimento por questões puramente estéticas, há que se considerar se há mesmo necessidade. Há pacientes, por exemplo, que costumam morder a bochecha pelo lado interno da boca, formando feridas frequentes e muito doloridas. Outros investem na Odontologia estética e não atingem plena satisfação, pois naturalmente têm um formato de rosto ‘bolachudo’. Mas há indicações de extrema importância para a remoção dessas bolas de gordura cuja única função é dar mais volume ao rosto. Muitas vezes, essa gordura é utilizada como enxerto em fístula buco-sinusal – para corrigir um problema, por exemplo, de comunicação entre o seio nasal e a cavidade bucal resultante de exodontia. Nesses casos, a remoção das bolas de Bichat tem por objetivo fechar essa passagem que pode criar muitos outros problemas para o paciente”, explica Levy Nunes.

Na opinião do especialista, a bichectomia é um procedimento simples. “Quando criança, as bolas de Bichat são mais volumosas e seu contorno facial é mais arredondado. Com o passar dos anos, esse tecido gradualmente perde volume, mas ainda assim pode incomodar a pessoa na hora de mastigar ou ainda na estética do sorriso – porque nem todo mundo afina o rosto da mesma forma quando adulto. Sendo assim, a bichectomia pode ser uma grande opção para resolver problemas estético-funcionais. A remoção cirúrgica pode ser realizada em consultório e não dura mais que uma hora. As bolsas de gordura são removidas por meio de incisões muito pequenas, entre 1cm e 1,5cm, com anestesia local. Para melhores resultados, o paciente deverá seguir recomendações do cirurgião-dentista, que incluem alimentos frios, líquidos e macios no período logo após a cirurgia. Mas em duas ou três semanas já é possível perceber resultados bastante favoráveis”.

Levy Nunes também chama atenção para a utilização das bolas de Bichat para reconstruir a parte interna da boca de pacientes que enfrentaram cirurgia para remoção de tumores ou ainda em decorrência de malformações.

Todos os usos e recomendações da bichectomia poderão ser conferidos durante apresentação do especialista no dia 3 de fevereiro de 2017, durante o 35º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, no Expo Center Norte.


Fonte: Blog do CIOSP

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