Os perigos escondidos na escova de dente

escova de dente

De aliadas na hora da higiene bucal a vilãs da saúde, se não forem bem cuidadas e limpas, as escovas de dente – muitas vezes negligenciadas na pia do banheiro, na gaveta do escritório ou no fundo da bolsa – merecem mais atenção do que o costume.

Entenda por que e saiba como higienizar corretamente a escova.

Contaminação das cerdas

Dez entre dez escovas estão contaminadas após o primeiro uso. Isso porque, após a escovação, as bactérias da flora bucal são transferidas para as cerdas das escovas que, úmidas, tornam-se o local ideal para a proliferação dos germes.

Banheiro: aliado ou inimigo?

Além das bactérias, fungos e vírus que se alojam nas cerdas, deixar as escovas expostas no banheiro pode comprometer a saúde. Mesmo sendo destinados à higiene pessoal, os banheiros são também o local mais perigoso do ponto de vista da contaminação. As descargas dos vasos sanitários liberam diferentes tipos de bactérias e coliformes fecais.

Insetos no ambiente

Por mais limpo que seja o banheiro, o local está sujeito à entrada de insetos e outros bichos, como formigas, moscas, mosquitos, lagartixas, mariposas, aranhas e baratas.

Risco de doenças

Embora sejam, incontestavelmente, as protagonistas na hora da higiene oral e dos cuidados com a saúde bucal, as escovas – se contaminadas – podem transmitir uma série de doenças, algumas graves. Os problemas vão de periodontite, gengivite, cáries, diarreia, faringite, infecções de ouvido e problemas respiratórios a meningite, pneumonia e cardiopatias. “Sem a correta higienização, as escovas acabam se transformando em disseminadoras de doenças e os micro-organismos da boca e do meio ambiente podem ser transportados para o coração, pulmões e estômago”, alerta a cirurgiã-dentista e doutora em Ciências Biomédicas, Sandra Duvoisin.

Escovas compartilhadas

A higiene oral é um hábito individual. Por isso, não é possível e nem aconselhável dividir o equipamento. O ideal é optar por modelos ou cores diferentes, para evitar confusão na hora do uso. Além disso, é preciso fazer a troca da escova a cada três meses, no máximo, conforme orientação dos órgãos mundiais de saúde bucal.

Recipientes coletivos

Se o hábito de escovar os dentes deve ser único e individual, o local escolhido para guardar a escova também. Não é aconselhável deixar todas as escovas no mesmo potinho sobre a pia, pois os germes alojados nas cerdas podem “migrar” para as escovas vizinhas, ampliando o risco de doenças e infecções. Gripes, viroses e outros problemas de saúde são facilmente transmitidos, porque os vírus, fungos e bactérias circulam livremente entre as escovas e não raramente a doença de um membro da família acaba sendo transmitida para outra pessoa.

Estojos e capinhas protetoras

As capinhas e estojos não protegem a escova dental, muito pelo contrário. Ao manter as cerdas úmidas e quentes, esses porta-escovas contribuem ainda mais para a proliferação de micro-organismos.

Secar as cerdas

Embora a orientação seja: lave a escova em água corrente e seque as cerdas antes de guardá-la, não há um método eficaz para cumprir esta orientação. Para secar as cerdas, o melhor jeito ainda é dar “batinhas” na escova para remover o excesso de água e deixá-la em um local arejado.

Halitose

Cerca de 60 milhões de pessoas no Brasil sofrem por causa do mau hálito. A dentista Sandra Duvoisin lembra que existem mais de 600 tipos de bactérias na cavidade oral, muitas delas capazes de produzir gases com odor desagradável devido à metabolização de materiais orgânicos como restos de alimentos. Além disso, mais de 90% das halitoses são causadas pela ação da flora bacteriana natural presente na orofaringe – boca (incluindo língua, palato, gengivas e dentes) e parte da garganta logo atrás da boca (base da língua, amígdalas, parte lateral e posterior da garganta). Por isso, manter a escova de dente limpa e caprichar na higiene bucal ajudam a eliminar o mau hálito.

Pais e filhos

Por mais vigilantes que os pais sejam com seus filhos, alguns detalhes do dia a dia passam despercebidos. E as escovas de dente estão nesta lista. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP realizada em 2008, de cada 40 mães de bebês entre um e três anos, apenas uma se preocupava com a desinfecção da escova dental. Já entre as mães de crianças de seis a 12 anos, das 40 consultadas, nenhuma fazia a higienização. O levantamento revelou outro dado preocupante: apenas quatro participantes do estudo disseram ter recebido alguma orientação sobre os cuidados com as escovas após o uso.

Atenção com crianças, gestantes e idosos

Por serem mais suscetíveis a doenças, algumas faixas etárias precisam redobrar os cuidados com a saúde. E isso inclui os cuidados com a higiene das escovas. Segundo a também odontopediatra Sandra Duvoisin, algumas doenças comuns na infância são transmitidas por secreções da mucosa, saliva ou gotículas respiratórias, como o sarampo, caxumba, catapora, hepatite A, rotavírus e bronquiolite. Há ainda problemas respiratórios, gripes, candidíase, estomatite, herpes, infecções urinárias e de pele, cáries, escarlatina e meningites. “É pela boca também que entram as enterobactérias e os coliformes fecais. Por isso, cuidar da higiene bucal das crianças, idosos e gestantes é um hábito essencial que, além de manter dentes e boca saudáveis, também protege contra doenças”, alerta a dentista, autora do livro “Cássio e a Fada dos Dentes”, da editora Ithala.

A boa notícia é que hoje já é possível zerar essa lista de situação ameaçadores e ter uma escova limpinha, limpinha. Para evitar a proliferação de bactérias e fungos nas cerdas das escovas e a contaminação por micro-organismos presentes no ambiente, a dica é o Buccal Protect.

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