Halitose em todos os seus aspectos

Halitose

Para cada bactéria presente na boca, quatro estão na língua, sendo um dos motivos para que a halitose faça parte da vida de muitas pessoas. Porém, algumas das origens deste problema podem ser extrabucais, e as consequências podem ser psicológicas.

O tratamento, que parece simples, ganha complexidade, e o Brasil está entre os países mais desenvolvidos neste campo com profissionais com crescente interesse.

Segundo o Dr. Maurício Duarte da Conceição, cirurgião-dentista, mestrando em Psicologia, atuante há 20 anos no tratamento de halitose e membro fundador da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), a halitose tem cerca de 90 causas, sendo que de 92 a 96% têm origem na boca.

Apesar envolver outros profissionais da saúde no tratamento, como gastroenterologistas, psiquiatras, otorrinos e até mesmo fonoaudiólogos, o cirurgião-dentista é o profissional responsável pelo diagnóstico e tratamento, podendo indicar outras especialidades.

Entre as principais causas da halitose estão a saburra lingual e a doença periodonta, a hipoglicemia e a ingestão de alimentos odoríferos (extrabucal transportada pelo sangue) e a amigdalite caseosa (não transportada pelo sangue). E este é um problema que possivelmente será acompanhado por outras alterações patológicas, inclusive de ordem psicológica.

A Dra. Celi Vieira, especialista em Periodontologia e coordenadora do Departamento de Odontologia da Sociedade Brasiliense de Medicina Intensiva (Sobrami-Amib), explica que algumas causas da doença podem favorecer a formação de gases derivados de enxofre (CSV) em baixa concentração que são suficientes para sensibilizar as células olfativas e fazer o paciente sentir o odor desagradável acreditando estar com mau hálito, quando não está. Assim, associado à halitose, poderá constar uma possível psicopatologia associada, principalmente o transtorno de ansiedade social (TAS). Além da obsessão pela higiene oral na tentativa de disfarçar o hálito.

Por isso, para o Dr. Duarte, além de identificar as causas diretas e indiretas da halitose, o dentista deverá se atentar às alterações comportamentais. “Desde que o dentista busque qualificação, ele terá condições de reestabelecer o hálito agradável dos pacientes, e a boa notícia é que hoje há como se qualificar para tratar os aspectos psicológicos”, afirma.

Para o diagnóstico, é fundamental uma anamnese extensa, com elementos direcionados à halitose, além de exames clínicos, teste organoléptico bucal e nasal, além de exame feito por aparelhos portáteis que identificam a intensidade da alteração do hálito. Também é indicada a sialometria.


Fonte: ABO

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