Estratégias preventivas em saúde bucal reduzem custos em até 50%

Estratégias preventivas em saúde bucal reduzem custos em até 50%

A cárie dentária é a doença crônica mais prevalente do mundo, e uma das mais evitáveis. No Dia Mundial da Saúde Oral, celebrado em 20 de março, o Índice de Inclusão em Saúde, pesquisa apoiada pela Haleon, apresenta dados que reforçam o papel da prevenção bucal como motor de desenvolvimento econômico e redução de desigualdades na América Latina. Segundo a terceira fase do levantamento, investir em prevenção não apenas melhora a qualidade de vida da população, mas também gera economias expressivas para sistemas de saúde, além de ampliar a produtividade no trabalho.

No cenário global, a ausência de cuidados preventivos com a saúde bucal gera perdas de produtividade estimadas em US$ 34,7 bilhões por ano, impacto que recai de forma desproporcional sobre nações em desenvolvimento. Na América Latina, onde o acesso desigual à saúde segue como desafio estrutural, o estudo aponta ganhos potenciais significativos. No Brasil, a adoção de estratégias de saúde bucal inclusiva poderia representar uma economia de até R$ 64 bilhões (US$ 11,3 bilhões) ao longo da vida dos pacientes. No México, o valor chega a US$ 9,7 bilhões, e na Colômbia, a US$ 3,8 bilhões.

Entre os principais fatores de risco estão o consumo elevado de açúcar e a higiene bucal insuficiente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cárie na primeira infância é a doença não transmissível mais comum em crianças, atingindo mais de 530 milhões em todo o planeta. Na América Latina, o quadro é particularmente crítico: na Argentina, estima-se que a condição afete entre 35% e 65% das crianças de cinco e seis anos, o que evidencia a urgência do tema na região.

A cárie, no entanto, não é o único desafio. A sensibilidade dentinária é uma das condições bucais mais comuns e subdiagnosticadas no mundo. Segundo revisões sistemáticas publicadas no Journal of Dentistry (Zeola et al., 2019), a prevalência pode variar de 10% a 30% na população adulta geral, ultrapassando 50% em populações clínicas. No Brasil, estima-se que uma em cada três pessoas conviva com algum grau de sensibilidade nos dentes. A condição impacta diretamente a qualidade de vida, levando muitas pessoas a alterarem hábitos alimentares e evitar consultas odontológicas, o que reforça a importância do letramento em saúde bucal também nessa frente.

Os dados expõem a ineficiência do modelo reativo de saúde bucal, no qual a procura pelo dentista ocorre predominantemente em situações de dor aguda. Esse modelo custa até 50% mais do que abordagens preventivas e sobrecarrega os sistemas públicos de saúde. Além disso, aprofunda desigualdades sociais, já que as famílias de baixa renda são as mais afetadas pelas consequências diretas: dor, perda de dias de trabalho e de estudo, e redução da qualidade de vida.

“O Índice de Inclusão em Saúde deixa claro: saúde bucal não é apenas uma questão clínica, é um pilar para o desenvolvimento social e a produtividade. Quando o autocuidado é limitado, toda a sociedade sente as consequências”, afirma Andrés Gonzáles, presidente da Haleon na América Latina. “O estudo traz dados robustos que evidenciam que investir em prevenção não só melhora a qualidade de vida, como gera impactos econômicos significativos e pode orientar a construção de políticas públicas. Como empresa, nosso compromisso vai além de oferecer marcas confiáveis: ampliamos o acesso à prevenção por meio da capacitação de profissionais e do letramento em saúde.”

Para a Haleon, promover o letramento em saúde bucal e a capacitação dos profissionais é um dos caminhos mais eficazes para fortalecer os sistemas de saúde e ampliar a inclusão no país. Do reconhecimento precoce da cárie ao manejo da sensibilidade dentinária, nossas iniciativas elevam o nível da prática clínica ao apoiar a educação continuada e difundir conhecimento baseado em evidências. Esse investimento gera impacto estrutural: contribui para reduzir a necessidade de tratamentos complexos e de maior custo, fortalece a prevenção e cria oportunidades estratégicas de comunicação institucional em temas de relevância social.

Referências

  1. Zeola LF, Soares PV, Cunha-Cruz J. Prevalence of dentin hypersensitivity: Systematic review and meta-analysis. Journal of Dentistry, n. 81, 2019.
  2. Dado Brasil (1 em cada 3): Kantar — Incidence & Category Penetration Study, March 2017.

Informações da Assessoria de Imprensa

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