Eagle Scan: primeiro scanner intraoral brasileiro chega ao SUS

Eagle Scan: primeiro scanner intraoral brasileiro chega ao SUS

Criado pela Dabi Atlante, o Eagle Scan será utilizado em kits de Odontologia Digital destinados a atendimentos do SUS em 350 cidades brasileiras.
Crédito: Divulgação

O desenvolvimento do primeiro scanner intraoral 100% produzido no Brasil marca um novo avanço da Odontologia Digital no país. Criado pela Dabi Atlante, marca da multinacional Alliage, o Eagle Scan será utilizado em kits de Odontologia Digital destinados a atendimentos do SUS em 350 cidades brasileiras e substitui os tradicionais moldes dentários por escaneamento intraoral de alta precisão aliado à impressão 3D.

O diferencial do Eagle Scan é que ele realiza o escaneamento da boca em poucos segundos, captando imagens detalhadas que geram modelos digitais com precisão milimétrica. As informações são enviadas diretamente para softwares de planejamento odontológico e impressoras 3D, permitindo a produção de próteses e estruturas restauradoras de forma mais ágil e eficiente.

Além de eliminar moldagens convencionais frequentemente associadas ao desconforto dos pacientes, a tecnologia também amplia a previsibilidade dos procedimentos e melhora o fluxo operacional dos atendimentos odontológicos.

“Conseguimos transformar um processo que antes exigia moldagens desconfortáveis, várias etapas clínicas e longos períodos de espera em um fluxo muito mais rápido, preciso e confortável. O escaneamento intraoral amplia a eficiência dos tratamentos e melhora significativamente a experiência do paciente”, explica Marco Candolo, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Alliage.

Considerada uma das principais transformações da Odontologia nos últimos anos, a digitalização dos procedimentos vem reduzindo etapas clínicas, ampliando a precisão dos tratamentos e tornando os atendimentos mais rápidos e confortáveis para pacientes e profissionais. A “FLOW AI”, recurso de inteligência artificial utilizado no equipamento, reconhece automaticamente estruturas indesejadas durante o escaneamento, como língua, bochechas e dedos, priorizando apenas as áreas relevantes para a captura. Com isso, seu sistema realiza um escaneamento completo em menos de um minuto.

Tecnologia e produção brasileiras

Equipamento realiza o escaneamento da boca em poucos segundos, captando imagens detalhadas que geram modelos digitais com precisão milimétrica. Crédito: Divulgação

Até então, grande parte dos equipamentos utilizados nesse segmento era importada. Com uma produção totalmente nacional, os principais ganhos estão ligados à proximidade, agilidade e domínio completo da tecnologia. “O Eagle Scan permite uma assistência técnica mais eficiente, com cobertura no país e suporte direto da fábrica, reduzindo tempo de resposta e trazendo mais segurança para o profissional”, explica Mateus Taveira, Gerente Global de Customer Experience da Alliage. “Além disso, temos domínio total sobre hardware, software e evolução do produto, garantindo melhorias contínuas, maior disponibilidade de peças e uma experiência mais confiável para o mercado brasileiro.”

Agora, a tecnologia desenvolvida começa a ampliar presença também na rede pública de saúde. Ao todo, 500 unidades serão destinadas a atendimentos odontológicos do SUS em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Atualmente, 12 equipamentos já estão em funcionamento no país, sendo 10 no Rio de Janeiro e dois em Uberlândia-MG. Os kits distribuídos pelo Ministério da Saúde também incluem impressoras 3D, computadores e materiais específicos utilizados em procedimentos odontológicos digitais.

“Iniciativas nacionais em tecnologias digitais tendem a contribuir para o amadurecimento do setor como um todo. O desenvolvimento local estimula a pesquisa aplicada e favorece a adoção desses recursos pelos profissionais brasileiros. Também é importante destacar o papel educacional. A presença dessas ferramentas em instituições públicas e universitárias contribui para a formação de profissionais mais preparados para a odontologia digital contemporânea”, comenta Camila Tirapelli, professora da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP (FORP-USP), que utiliza o scanner na universidade, acompanhou o projeto e desenvolvimento do equipamento e é uma das responsáveis pelos treinamentos no estado de São Paulo.

Além do Brasil, o equipamento também já é comercializado na Argentina e nos Estados Unidos, e a companhia trabalha para expandir a atuação. Hoje, a Alliage marca presença em mais de 50 países e conta com mais de 30 colaboradores dedicados exclusivamente às áreas de Pesquisa & Desenvolvimento.

“A criação de um scanner intraoral totalmente desenvolvido e produzido no Brasil mostra a capacidade da indústria nacional em entregar tecnologia de ponta para um setor cada vez mais digitalizado e estratégico para a saúde”, destaca Denis Dutra, CEO da Alliage International.

Informações da Assessoria de Imprensa

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